Trabalho e sofrimento mental dos enfermeiros da Região Amazônica do Brasil durante a pandemia de COVID-19 - Revista Brasileira de Enfermagem

ARTIGO ORIGINAL

Trabalho e sofrimento mental dos enfermeiros da Região Amazônica do Brasil durante a pandemia de COVID-19

RESUMO

Objetivo:

Avaliar a relação entre sintomas psicopatológicos e o perfil social, clínico e laboral dos enfermeiros da região Amazônica do Brasil durante a pandemia de COVID-19.

Métodos:

Realizou-se um estudo descritivo de corte transversal online com 261 enfermeiros em 2020. Utilizou-se a Escala de Avaliação de Sintomas-40.

Resultados:

A presença de doenças preexistentes à pandemia associou-se ao psicoticismo (p=0,044). Ter sofrido constrangimentos e/ou violências no trabalho durante a pandemia associou-se à somatização (p=0,025), e a carga horária de trabalho associou-se à ansiedade (p=0,025). Os enfermeiros manifestaram principalmente sintomas relacionados ao medo (33,7%), tensão (34,5%) e sensação de que algo está errado na mente (22,6%).

Conclusões:

Foi observada uma associação significativa entre a carga horária de trabalho e sintomas de ansiedade, o sofrimento de constrangimentos e/ou violências durante o trabalho no contexto da pandemia de COVID-19 e sintomas de somatização, bem como entre doenças preexistentes à COVID-19 e sintomas de psicoticismo.

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